sábado, 26 de junho de 2010

Zelisa Camargo




Desencontro

pensei

quis
fui
e nada encontrei
frustrei-me diante do amor.

o riso estagnou no canto da boca
a tristeza aumentou
a angústia cresceu
e o desespero...
era inevitável.

tudo se tornou vazio
uma saudade dolente,
sem explicação de ser
e eu nada mais entendo


só sei que vim trazendo a angústia do desencontro.


Saudades...

Saudade de doer.
Olhar o tempo e nada ver.
Procurar o tato e nada ter.
E querer chorar e nada pensar.
Saudade de doer...
E essa musica lenta que traz você.
É esse toque suave em seu rosto.
É esse olhar que se perde na imensidão.
É sentir-se aí e estar aqui.
É perceber e nada entender.
É ouvir sua voz sem som
Falando em minha alma.
Saudade de doer...
É querer voar e não poder
É querer findar e não conseguir
É querer ir, mas ter que permanecer
No aqui e agora, nesse momento de dor
Que lateja peito, que rasga alma.
É querer ir para casa, mas onde é nossa casa?
E porque dessa saudade infinda?
Nada sei...
Apenas sentir,
Deixar as lágrimas descerem...
Dormir, acordar...
Aqui é terra ainda.
Sonhar...
E esquecer essa saudade de doer de você.


Nesta data, em que a querida Zelisa Camargo estaria aniversariando, o Scenarium presta uma singela homenagem à poeta, através de suas eternas palavras.

6 comentários:

Anônimo disse...

Maravilhosa homenagem à Loba do Serrado Goiano como a chamavam, eu que tive o prazer de conhecê-la, conversar com ela e o filho pelo skype, tenho muitas saudade dela, porque com todos os seus sofrimentos, pode-se dizer que foi uma mártir, tinha dias que ela estava ruim demais, e sempre com aquele humor maravilhoso.
Tenha certeza que este espírito de luz está no Céu vendo o que você está fazendo amiga... Ela sempre gostou da Edith Piaf, então, quando a ouço eu lembro muito dela, e Thaís Beija-Flor também a descreveu muito bem em seu site.
A
ti,
Mulher Guerreira, Loba do Cerrado,
Águia Dourada e Excelsa Poeta,
que do nada, tirou forças para o tudo,
nos exemplificando a perseverança,
rendo minha homenagem,
através deste Tributo que te ofereço
como prova de Carinho e Saudade.
*Thais " Beijaflor "
Loba Sou
Loba do Cerrado Goiano,

Abraços Marise e sucesso para vc continue a pessoa que é.
José Ernesto Ferraresso

Efigênia Coutinho disse...

Estimada Marise, tive a grande oportunidade de ter um contato com Zelisa.
NUMA TROCA DE E-MAIL SUBLIMES, ONDE ELA DESNUDAVA SUA ALMA, DANDO-ME ACALENTO POR ACONTECIMENTOS AQUI NA NET.
Eu jamais irei esquecer essa grande mulher.
Meus cumprimentos pela sua lembrança, nesta bela homenagem aqui lida em versos da poetisa,
Efigenia Coutinho

Gilia GerlinG disse...

Marise,
Não conheci Zelisa, mas lendo o que você postou, acabei por conhecer alguém que deveria ser pura luz e boa energia.
Agradeço a oportunidade e receba meu abraço emocionado.
Sua generosidade com os amigos é muito especial, sincera e rara.
Gilia

Anônimo disse...

Zelisa eu conheci no Brazilian, depois ela veio para o trem, acho que mais para trocar confidências, pois não tínhamos, na nossa simplicade, uma ponta das maravilhas do Brazilian. De repente, veio aquela notícia... a loba caiu, mortalmente ferida.

Ontem incluí-a nas homenagens póstumas do Museu do Trem das Onze, ao entregar a chave. Nesses dez anos de viagens virtuais, perdi três amigos.
Infelizmente, suas mortes foram reais. E a saudade que deixaram, também.
Ana Suzuki

Anônimo disse...

Oi Marise infelizmente quase nada sei sobre a Zelisa, embora admire sua poesia, mas fiquei emocionada com sua homenagem. Meu abraço e meu carinho, Neuza

Anônimo disse...

Marise, minha linda amiga e poeta!Esta edição do Scenarium está emocionante!
Meus cumprimentos!

A parabenizo pela sensibilidade em homenagear a singela poetisa Zelisa Camargo a quem também admiro a obra poética que a imortaliza.
Querida Marise no mês de janeiro de 2007, alguns dias antes da passagem de Zelisa, compusemos um dueto, aqui na net, em cima de meu poema
/ Ampulheta Intrínseca Bendita /
e se me permites
deixo aqui os profundos versos finais do poema de Zelisa Camargo em seguimento ao meu:

“... O tempo sem tempo / sem espaço / tudo dentro do UNO / eterno e real./ A ampulheta com suas areias / cristalinas estagna / passando a ser apenas uma / observadora /espiralada / dançando na energia cósmica / levando ao mundo / sua eternidade / infinda.”
zelisa camargo em 25.01.07 -- 20.510 - Direitos autorais reservados a autora Zelisa Camargo /

Obs:
Amiga Marise, se quiseres ler o poema na íntegra podes solicitar por e-mail.

Abraços fraternos, felicidades, sucesso e o meu carinho sempre,
Véra Maggioni