domingo, 10 de abril de 2011

Andrea Bocelli e Sarah Brightman




Curtam este belíssimo momento, mas não se esqueçam de acionar a pausa na play list musical do blog.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Naldo Velho - A Dança do Tempo



(...) Naldo alcança o que tantos perseguem e nunca conseguem: um estilo próprio. Pois, em "A DANÇA DO TEMPO", encontramos, com prazer, o estilo "naldovelho" de fazer poesia: um lirismo pontiagudo, perverso, cruel, erótico, sensual, extrovertido, e, ao mesmo tempo, e paradoxalmente, intimista, suave, musical, doce — apaixonado e apaixonante — comovente! Em seu novo livro, o poeta, em sua madureza, consegue timbres e dicções só seus, executados e pensados fluentemente. E, ao mesmo tempo em que se mostra se esconde, deixando ao leitor descobrir a sua face verdadeira entre as muitas antíteses de seu fazer poético. (...)
Tanussi Cardoso - Poeta e jornalista. Presidente do Sindicato dos Escritores do Estado do Rio de Janeiro (SEERJ)
(...) A leitura destes poemas exige fôlego, tal a força de sua linguagem metafórica, através da qual há um pensar angustiado sobre o mundo em pleno movimento. Escrever evidencia-se vital para Naldo Velho, porque o poeta sabe que sua palavra é coisa viva, que tanto não se acomoda literariamente em formas pré-estabelecidas, quanto não se limita existencialmente a padrões de pensamentos. Neste livro não importa o som final de cada verso, uma vez que ele sempre rima com inquietude e libertação. (...)
Marcus Vinicius - Poeta e crítico literário
O lado de lá... Repensando os versos dessa obra, questiono-me, inquietantemente — o que faz dos versos a poesia? Como desconstruir os hiatos silentes do poema? É, meu amigo. Esse é Naldo Velho. Apontando-nos o lado de lá da poesia. Um ambicioso autor traçando e desvelando linhas e cantigas. Dançando no tempo. O seu alvo, a alma. Perceber e compreender a linguagem da sensibilidade que combinam arranjos verbais e significações pelos quais vislumbramos nossos sentimentos e recordações. É verdade: do "lado de cá mora um poeta" que navega em águas revoltas e desconhecidas. Desbravador, solitário almirante. Um poeta. Fazendo-nos compreender a natureza da fala poética.
Mozart Carvalho - Poeta e professor de literatura

Quando Alongo Olhos

Quando alongo olhos de horizonte,
percebo a pequenez da palavra pavio,
a complexidade do emaranhado de fios,
a amplitude das coisas sem dono
e a insensatez de vivermos com pressa.

Quando alongo olhos de cidade,
percebo a pequenez da palavra distância,
a complexidade da palavra conversa,
a frustração de acordar de um sonho
e descobrir que somos apenas humanos.

Quando alongo olhos de permanecer,
percebo a pequenez da palavra descrença,
a complexidade do ciclo das águas,
a “infinitude” da palavra caminho,
e reconheço que ainda há muito a aprender.

Poeta É Uma Merda!

Tem certas palavras
que vivem de "foder" o juízo!
Devoram entranhas,
matam aos pouquinhos.

A palavra inquietude é uma merda!
Devorou parte do meu fígado,
parte do pâncreas, o baço
e um pedaço do intestino.
Fez com que eu "descomesse"
palavras e significados,
tudo misturado numa massa pastosa,
que alguns chamam de verso.

Pior do que ela,
só a palavra amargura.
Lembra coisa pesada,
e de solidez cristalizada,
em nódulos, abscessos...
Faz adormecer pedra
e acordar depressão.

Poeta é uma merda!
Ou vive de inquietude,
ou morre de solidão.

Lua Cheia

Aberta a janela,
lua cheia invadiu meu quarto.
Sem sequer pedir licença
deitou em minha cama,
sugou do meu corpo:
sangue, suor, saliva, sêmen.
Pela manhã:
lençóis umedecidos,
travesseiros emudecidos...
Solidão!

Se você gostou deste aperitivo de A Dança do Tempo, entre em contato com o Poeta Naldo Velho, clicando aqui, e peça o seu exemplar. Se quiser conhecer mais a sensibilidade do Poeta, visite-o em http://poemaspoesiasnaldovelho.blogspot.com/


Nota: Estou com sérios problemas na configuração deste blog. Há algum script em conflito com o html que não me deixa arrumar os textos corretamente. Por conta disto, os poemas ficaram com os versos espaçados.